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Pau que nasce torto morre torto porque ninguém lhe
perdoou a falta de retidão nem lhe ensinou como desentortar-se

Esse tema é um dos hits de pedidos para nossos pesquisadores analisarem.

Diante desse fato, nossos pesquisadores acabam sempre chegando às mesmas conclusões. Ou melhor: antes das conclusões, a perplexidade. Perguntam-se nossos pesquisadores: tudo bem que o homem é evolutivamente recém chegado na história da vida na Terra; que antes dele, tem todo mundo que anda, corre, rasteja, respira de alguma forma.

Assim, por uma questão de anterioridade, tipo assim a relação do irmão mais novo em relação ao irmão mais velho, parece natural, em um primeiro momento de análise, pensar que o homem, até se firmar em pé (coisa que poucos conseguiram!) por conta própria, tem ele homem que se espelhar em alguma forma de vida que lhe dê segurança. Pronto: está aí à disposição do homem toda a Natureza dando sopa, quietinha, fazendo seu papel sem o menor alarde (que só vai aparecer de forma violenta muito tempo depois), e fazendo o papel queo homem quer que ele faça, já que ele homem faz sua lição de casa até ser provocado a tal.

Claro que tem essa questão de o homem ser o rei da criação, mas a análise desse tópico fugiria aos limites desse Aforismo. Então, voltando à Natureza sobre a qual o homem joga a responsabilidade que lhe cabe, o que ele homem faz? Diz, quando é violento, que é como um leão, ou um tigre, uma onça, um tubarão. Diz, quando quer se ver sem amarras, que é como a águia, o falcão, o grande albatroz. Diz, quando quer se mostrar ágil, que é como um macaco.

Nossos pesquisadores sempre estranharam a incapacidade do homem de se espelhar em si próprio, com seus erros e acertos, para ir aos poucos aprimorando sua forma de conduta. Aí, quando eles receberam a tarefa de estudar o Aforismo acima, logo pensaram: por que o homem, para justificar sua incapacidade, seu desinteresse em mudar, diz que, tal qual um pau nascido torto, torto morrerá. “O mais engraçado”, disse um dos nossos, “é que a natureza está se auto corrigindo o tempo inteiro, está o tempo todo achando como encaminhar suas demandas e como se desenvolver e como aprimorar as melhores estratégias de sobrevivência”.

Ao que outro dos nossos arrematou: “Por que o homem não aprende com a Natureza essa lição e por que não para de procurar justificativas, quando sua inaptidão está mais que evidente?”

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