Que novidade há no mundo?
Não pense quem nossos pesquisadores são estúpidos para não saber responder essa questão. Na verdade, eles estão querendo separar o joio do trigo, mais exatamente, eles estavam interessados em saber a relação entre antiguidade e modernidade, e se o passado é pai do presente e do futuro, e se para atingir novos patamares, novas conquistas e superar novas barreiras só seria possível recorrendo a conhecimentos presentes na vida ainda antes de tudo existir.
Mas, como vida de pesquisador não é bolinho, há entre nós aqueles que pensam que se, para avançar, é preciso recorrer a conhecimentos mais velhos que Matusalém, então não vai se chegar a nada de novo mesmo, como se o acontecido fosse apenas uma versão moderninha do já acontecido. Nesse sentido, como seria possível dizer que um novo horizonte foi atingido?
Mas, alegam os pesquisadores da primeira hipótese de trabalho, como seria possível descobrir algo totalmente do zero? Como seria possível desprezar o conhecimento acumulado até então? “Parecem adolescentes, vocês pesquisadores da segunda linha de trabalho!”
Ao que os pesquisadores da segunda linha de trabalho respondiam: pensando e agindo dessa forma, vocês só vão chegar a conclusões que já estavam contidas na linha de trabalho e de pensamento que vocês adotam, e que vem sendo adotada desde que essa maneira de pensar surgiu. “Em outras palavras, vocês acabam chegando ao lugar de onde vocês partiram! Nós sabemos muito bem que vocês são daqueles que pensam que não há nada de novo sob o Sol e que todos os caminhos levam à Roma. Claro que levam à Roma: os romanos antigos se especializaram em construir estradas, para chegar a lugares mais longínquos e dominá-los, e, depois de dominados, precisavam de caminhos estabelecidos para ir cobrar impostos e trazê-los de volta – o que há de novo em quem pensa como pensavam os antigos imperialistas?”
Até o momento, prezado leitor, não há nenhuma resposta à essa questão, no horizonte à vista.
Se você pensar como pensam os pesquisadores da primeira linha, ou se pensar como pensam os pesquisadores da segunda linha, nos escreva.
Reprodução permitida, desde que citada a fonte. Caso contrário vamos soltar os cachorros em cima do infrator. ;-)
Canis Circensis – Copyright 2024 – Políticas de Privacidade