Muitos leitores nos escreveram dizendo que estaríamos sendo muito críticos em nossas análises – acreditamos que sejam aqueles leitores que estavam lendo aqueles Aforismos em que estudamos a questão do pecado. Ok, aceitamos o puxão de orelha, afinal, sendo que somos temos que dar o melhor dos exemplos. Aqui, iremos analisar a questão, não do pecado, mas do perdão.
E, para dar o pontapé inicial, iremos perdoar quem puxou nossas orelhas pontudas.
Vamos imaginar que o pecado seja um tipo de carga, que pode ser mais ou menos pesada, dependendo de uma série de fatores e circunstâncias. Por exemplo: seu ex: ele(a) não larga do seu pé, não aceita ter sido trocado por alguém mais interessante, mais bonito(a), mais charmoso(a), mais talentoso(a), mais intenso(a), mais apaixonado(a), mais bem-humorado(a), mais alegre, mais dinâmico(a), mais inteligente, mais simpático(a), mais de bem-com-a-vida, mais culto(a), mais viajado(a), beija melhor, faz melhor aquilo, conhece um pouco de vinhos, se veste bonitnho(a), te convida para ir a restaurantes mais interessantes, te leva pro cinema, puxa a cadeira para você sentar!
Mas, observe que, antes disso, você tentou um milhão de vezes fazer com que ele(a) entendesse que não estava dando mais, que você estava tão interessante quanto reprise de novela velha, tão gostoso(a) como prato requentado, quando café de ontem. E, você foi ficando porque, afinal era namorado(a) de infância, da escola, o primeiro beijo, a primeira … você sabe!
Fala a verdade: ele não larga do seu pé, ok, no início você tenta explicar, tenta mostrar que ele(a) ficou mais pra trás que calendário vencido, que não dá mais, já deu tudo que tinha que dar, e, quando depois de uma centena de tentativas, você percebe que está falando com uma porta, e de pena começa a ter raiva do(a) desinfeliz, inclusive porque você, já sem um pingo de paciência, está, sabe, com aquelas conversas longas com o(a) bonitão(ona) do andar de baixo, e você simplesmente larga-mão, deixa tudo nas mãos do destino. Como ele(a) não muda, muda você!
Que alívio, concorda?
Reprodução permitida, desde que citada a fonte. Caso contrário vamos soltar os cachorros em cima do infrator. ;-)
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